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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Economia: Economia em relação a outras Ciências

Política: Política é a arte de governar (exercício do poder), e esse poder tenta exercer influências sobre a economia. E procuram interferir numa distribuição de renda que lhes seja conveniente.

História: As idéias que constroem as teorias são formuladas num contexto histórico em que se desenvolvem as atividades e as instituições econômicas. A pesquisa sobre os fatos econômicos tem como base os registros históricos.

Geografia: Acidentes geográficos interferem no desempenho das atividade econômica e são utilizadas para estudar as questões ligadas aos diferenciais de distribuição de renda.

Sociologia: Quando a política econômica visa atingir certas classes sociais, interfere diretamente no objeto da sociologia.

Matemática e estatística: A economia faz uso da lógica matemática e das probabilidades estatísticas. Comportamento econômico podem ser expressas por funções matemáticas.

Direito

Relações econômicas são reguladas por normas jurídicas e novas questões econômicas provocam a mudança nas leis

· Ex.: Relações com o consumidor (Cód. Defesa do Consumidor)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sociologia: Augusto Comte

O Positivismo de Comte: Não é uma corrente filosófica, mas a que acompanha, promove e estrutura o ultimo estagio que a humanidade teria atingido, fundado e condicionado pela ciência.

Positivismo: Possui um sentido muito amplo, podendo designar seja uma teoria que exclua toda e qualquer negação, toda e qualquer contradição e afirme apenas o positivo, o idêntico, ou seja, significa o real por oposição ao quimérico, o útil em oposição ao ocioso, a certeza em oposição à indecisão.

Comte se inspirou em Saint-Simon para desenvolver muitos aspectos de sua doutrina, notadamente a idéia da criação de uma Ciência Social e de uma política cientifica.

Comte também teve influencias de Condorcet, com alguns dos pontos fundamentais de sua filosofia, como a idéia de que o progresso é uma lei da história da humanidade, a crença na eficácia das ciências da natureza e a possibilidade de criação de uma ciência da Sociedade

A filosofia de Comte se inscreve, conscientemente, na onda contra-revolucionário e ultraconservadora que se seguiu à Revolução Francesa. Encontramos em sua obra conceitos intimamente ligados à Ordem e à estabilidade social, como tradição, autoridade, hierarquia, coesão, ajuste, norma, ritual, etc.

A Lei dos três estados: Lei fundamental da filosofia de Comte. Estado teleológico: no qual o espírito acredita que os fenômenos são explicados pela ação de agentes sobrenaturais. Estado Metafísico: No qual os agentes sobrenaturais são substituídos por forças abstratas como explicação dos fenômenos. Estado positivo: onde se realiza o verdadeiro espírito cientifico, o qual se limita à observação dos fatos, a raciocinar sobre eles e a procurar suas relações invariáveis, quer dizer, suas leis.

A classificação das ciências: A partir dos seguintes critérios: a ordem cronológica de seu aparecimento; A complexidade crescente de cada uma das ciências; A sua generalidade decrescente; A dependência mútua. Para Comte, a matemática, a física, a química e a biologia eram ciências que já se encontravam formadas, faltando fundar uma física social, ou seja, a Sociologia.

A Sociologia:é a ultima das ciências na classificação Comteana, pelo fato de ser a mais complexa, a menos geral e a mais recente historicamente. É a ciência que tem como projeto próprio o estudo dos fenômenos sociais.

A Sociologia é a mais importante das ciências, não só porque constitui o resumo e o coroamento das demais que a precedem, mas porque significa o ponto de partida da moral, da política e da religião.

Estática Social: que estuda a harmonia prevalecente entre as diversas condições da existência e estabelece a ordem social. Dinâmica social: que investiga o desenvolvimento ordenado da sociedade (estuda a lei dos 3 estados) e estabelece as leis do progresso.

Sem ordem não há progresso, que não é senão o desenvolvimento da própria ordem. Para Comte, há complementaridade entre ordem e progresso e sua proposta será a de uma síntese dessas duas idéias visando restaurar a unidade social.

A Moral: A moral de Comte é geralmente conhecida por suas teses mais popularizadas: a exaltação do sentimento e do altruísmo (viver para outrem), ou a negação dos direitos em favor dos deveres, ou ainda a critica à liberdade de consciência.

Com relação à política, a moral, positiva deveria despertar nos súditos sentimentos de obediência e sujeição e, nos governantes, responsabilidade no exercício da autoridade. Com relação à área econômica, a moral deveria tornar os ricos perfeitos administradores de seus bens e os pobres dependentes satisfeitos com sua posição social.

Uma nova religião: a religião da humanidade: A preocupação de Comte com a reforma moral e intelectual da humanidade, objetivando a reorganização de toda a sociedade, realiza-se plenamente na nova religião criada por ele, a religião da humanidade como Grande Ser, que consiste em ordenar cada natureza individual e realizar todas as individualidades. Fortemente influenciado pelo modelo do catolicismo romano.

Os impactos do positivismo: 1) a aceitação ou não da obra de Comte como um todo, será a grande linha divisória que irá separar os seus seguidores. 2) Após a 1ª guerra mundial, no séc. XX, houve um ressurgimento do positivismo através do movimento neopositivista. 3) de qualquer modo, as idéias positivistas sobrevivem ainda hoje.

O Positivismo no Brasil: As idéias de Comte encontraram solo fétil para seu desenvolvimento. A partir de 1870 a discussão dos temas positivistas deixa a academia e passa a interferir na política. Os positivistas participaram do movimento pela Proclamação da Republica em 1889, e na Constituição de 1891, e por sua influencia a bandeira brasileira passou a ostentar o lema clássico do positivismo, Ordem e Progresso.

Sociologia: O surgimento da Sociologia

Sociologia pode ser entendida como a manifestação do pensamento moderno. O seu surgimento ocorre num contexto histórico, com os derradeiros momentos de desagregação da sociedade feudal e da consolidação da civilização capitalista.

A criação da sociologia representa o resultado da elaboração de um conjunto de pensadores e não de um único filosofo ou cientista.

O séc. XVIII constitui um marco importante para o surgimento da sociologia, com as transformações econômicas, políticas e culturais que se aceleram nesta época.

A revolução industrial e a francesa consolida a sociologia. A revolução Industrial, com a implantação de maquinas a vapor e dos aperfeiçoamentos da produção, representou o triunfo da indústria capitalista que foi pouco a pouco concentrando as maquinas, as terras e as ferramentas sob o seu controle, convertendo grandes grupos humanos em simples trabalhadores despossuídos.

As pequenas cidades da Inglaterra transformou em grandes cidades, devido a grande emigração do campo para a cidade. Tais modificações produziram novas realidades para a sociedade dessa época.

As conseqüências da revolução foram tão visíveis quanto trágicas: aumento assustador da prostituição, do suicídio, do alcoolismo, do infanticídio, da criminalidade, da violência, de surtos de epidemia de tifo e cólera que dizimaram parte da população etc.

Com esta lastimável situação surgiram as manifestações de revolta dos trabalhadores, evoluindo para a criação de associações livres e as formações dos primeiros sindicatos.

Esses acontecimentos têm uma grande importância para a sociologia. Os pensadores ingleses se preocupavam com estas transformações, não eram homens de ciência ou sociólogos que viviam desta profissão, porém eles não desejavam produzir um mero conhecimento sobre as novas condições de vida geradas pela revolução industrial, mas procuravam extrair dele orientações para a ação, tanto para manter como para reformar ou modificar radicalmente a sociedade de seu tempo.

A sociologia constitui em certa medida uma resposta intelectual às novas situações colocadas pela revolução industrial, como a situação da classe trabalhadora, o surgimento da cidade industrial, as transformações tecnológicas, a organização do trabalho na fabrica etc. É a formação de uma estrutura social muito especifica, a sociedade capitalista.

O surgimento da sociologia, como se pode perceber prende-se em partes aos abalos provocados pela revolução industrial, pelas novas condições de existência por ela criadas.

Tanto na parte produtiva como sociológica o período do séc. XVIII os levaram as novas descobertas. Data também dessa época a disposição de tratar a sociedade a partir do estudo de seus grupos e não dos indivíduos isolados.

Grupo de tamanha importância foram os iluministas, que atacaram com veemência os fundamentos da sociedade feudal, os privilégios de sua classe dominante e as restrições que esta impunha aos interesses econômicos e políticos da burguesia. A burguesia revolucionaria com os filósofos, seus representantes intelectuais, atacou de forma impiedosa a sociedade feudal e a sua estrutura de conhecimento, e a negarem abertamente a sociedade existente.

Ao invés de utilizar a dedução, como a maioria dos pensadores do séc. XVII, os iluministas insistiam numa explicação da realidade baseada no modelo das ciências da natureza (observação e razão).

Combinando o uso da razão e da observação, os iluministas analisaram quase todos os aspectos da sociedade.

Na França, o conflito entre as novas forças sociais ascendentes chocava-se com uma típica monarquia absolutista. A revolução francesa com a nova classe, a burguesia, investiu decididamente contra os fundamentos da sociedade feudal, procurando construir um Estado que assegurasse sua autonomia em face da igreja e que protegesse e incentivasse a empresa capitalista.

O objetivo da revolução não era apenas mudar a estrutura do Estado, mas abolir radicalmente a antiga forma de sociedade, com suas instituições tradicionais, seus costumes e hábitos arraigados, e ao mesmo tempo promover profundas inovações na economia, na política na vida cultural.

Elaborou uma legislação que procura controlar os poderes patriarcais, deferiu também seus golpes contra a igreja, confiscando suas propriedades, tirou o controle da educação transferindo para o Estado, amparou e incentivou o empresário.